Hoje é um dia mais que especial para nós! Comemoramos o Dia do Botonista. Que alegria... como é maravilhoso esse esporte.
O ano é 1991. Me lembro como se fosse hoje, o momento em que pisei na então sede do Ituano Futebol Clube pela primeira vez. Meus olhos brilhavam! Enfim, havia chegado o momento de ‘abandonar’ os botões da Gulliver e passar a treinar de forma oficial para um clube.
Era um sonho... Quanta paciência teve o ‘seu’ Gildo (in memorian) para me explicar a regra, para me colocar na mesa com apenas dois botões e fazer com que ambos tocassem, de um para outro, saindo de uma área e indo até o outro lado do campo. Os treinos aconteciam as terças, quintas e sábados. E foram alguns meses, na rotina de dois botões, até conseguir o feito... Ir e voltar tocando, sem errar, sem perder o controle da bolinha. Bons tempos esses...
Se formos analisar bem, o Futebol de Mesa deveria ser investigado pela ciência. Afinal, envolve áreas importantes como psicologia, pedagogia, informática, entre outras... E o que falar do caráter artístico? O que dizer de um jogador que ao realizar uma bela partida experimenta a sensação estética similar à sentida ante uma obra-prima da pintura ou da música?
O Futebol de Mesa é uma arte! Tenho convicção disso. Mas como só falar não adianta muita coisa... vamos aos fatos: Na definição da enciclopédia, a Arte é uma atividade regular e disciplinada, que pode estar limitada à habilidade, como pode também se expandir, criando uma visão distinta e peculiar no mundo. A palavra arte é derivada do latim ars, significando habilidade ou técnica. Pensem bem: é mais fácil distinguir o que não é arte do que o contrário, não concordam? Minha mãe, por exemplo, acha o Futebol de Mesa algo tedioso e sem futuro, e obviamente não o considera uma arte. Já eu, escravo desse hábito que me consome, não consigo achar outra palavra mais apropriada do que ARTE para defini-lo
O Futebol de Mesa exercita a mente, provoca o espírito, preenche a alma... vai muito além do material, do “corpo-a-corpo” das partidas! Mas é claro que alguém que desconheça o que é Futebol de Mesa e nunca o tenha sentido correr pelas veias não irá encará-lo dessa maneira, não é mesmo? Porém, o desconhecimento de algo não faz com que ele inexista.
A arte nos remete à superação, ao “ir além”, ao fazer como ninguém fez ou jamais ousou imaginar fazer. O Futebol de Mesa é isso: a arte do ir além, a arte do inesperado. A mente humana é uma obra-prima e tudo que nasce dela é uma forma peculiar de arte. A arte de pensar é a mãe de todas as artes. E isso é fato. Um pensamento gera uma idéia, que gera um sentimento, que gera uma ação, que gera todas as outras gerações!
Que me desculpem os filósofos, os renomados pensadores e personalidades que buscam incessantemente uma resposta para o que seja arte. Para mim, o botonismo é e sempre será a mais bela de todas as artes!
Aliás, o Futebol de Mesa se compara também com a vida. O botonista precisa ser estrategicamente perfeito para vencer. No botonismo inexiste o fator “sorte”. Tudo depende da precisão com que jogamos. Pensando bem, em nossas vidas, o que chamamos “sorte” também é consequência daquilo que somos, daquilo que fazemos, da habilidade com que guiamos nossos passos.
No Futebol de Mesa, em certas ocasiões, é preciso ter coragem. Ter uma estratégia ousada. Fazer um sacrifício. Não perder a iniciativa. Ou seja, não temer desistir do bom para buscar o melhor. Se arriscar. E principalmente quando se está em desvantagem. Afinal, não é melhor perder arriscando, do que perder sem ao menos ter feito algo para buscar a vitória?
O destino nos prega peças. Quantas vezes você considerou uma “partida” ganha, mas uma reviravolta mudou a sorte do jogo? Estamos submissos a imprevistos. Muitas coisas podem acontecer de uma maneira contrária a que estamos calculando. Quantas vezes já fomos traídos pelo excesso de confiança? Quantas vezes tudo parecia ir pelo caminho certo, mas o oponente ainda conseguiu nos superar? Quantas vezes a vitória estava em nossas mãos e escorreu pelos nossos dedos? Falta de sorte? Certamente não. Então, que falha cometi? Arrogância demais? Prepotência demais? Ou foi o contrário: timidez demais, falta de iniciativa, falta de coragem...
Assim, é necessário jogarmos para ganhar, mas também devemos estar psicologicamente preparados para uma eventual derrota.Porém, da mesma forma de que vez em quando perdemos, o futuro pode nos trazer a agradável surpresa de uma vitória, ainda que a batalha pareça perdida. A perseverança, o sacrifício, a dedicação e o bom senso sempre são recompensados. É aí que podemos estabelecer a analogia mais importante entre o Futebol de Mesa e a vida: nunca devemos desistir sem lutar.
Um Feliz Dia do Botonistas a todos!!!
VALLINI
13 fevereiro 2009
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muito boa a materia Vallini!
abracos
Rafa